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HISTÓRIA
História de Sobradinho
 
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A origem do nome da cidade, Sobradinho, tem duas versões: a primeira tem como referência o final do século XVIII, época que o Reino Português instalou, naquelas paragens, um posto de contagem para controlar a passagem dos carregamentos de ouro e receber o pagamento do quinto (imposto pago pelo Brasil durante o período da mineração). Para funcionamento do posto foi construída uma casa de dois andares, um sobrado. A Segunda versão diz que o primeiro ocupante das terras, Antônio Gomes Rabelo, ao acampar na região, na primeira metade do século XIX, construiu um cruzeiro para servir como marco das terras. Num dos braços desse cruzeiro, um joão-de-barro construiu duas casinhas, uma sobre a outra, que lembravam um sobradinho. Este sobradinho teria dado origem ao nome do córrego que passava próximo à morada e em conseqüência, deu nome à fazenda. O nome da cidade tev inspiração nas terras que lhe deram origem, a Fazenda Sobradinho.

A Fazenda Sobradinho foi bastante desmembrada devido a muitas vendas e inventários, passando a ser propriedade de várias famílias, entre as quais os Souza e Silva, os Alarcão e o Guimarães, famílias do antigo município goiano de Planaltina.

Durante a construção de Brasília (1956-1960), um dos diretores da Novacap (Companhia Urbanizadora da Nova Capital), o deputado federal Iris Meinberg, que havia sido presidente da Confederação Nacional de Agricultura, resolveu criar uma cidade tipicamente rural. Optou-se então por assentar a nova cidade na região que tradicionalmente desenvolvia atividades agropecuárias, desde os tempos do seu primeiro ocupante, Antônio Gomes Rabelo.

O plano da cidade foi elaborado entre 1958 e 1959 pelo engenheiro Inácio de Lima Ferreira, que pertencia ao quadro de engenheiros do Departamento de Terras e Agricultura da Novacap. Lúcio costa, urbanista vencedor do concurso para o Plano Piloto de Brasília e chefe do Departamento de Urbanismo da Novacap, preferiu que o planejamento fosse executado por um arquiteto de sua equipe. O novo projeto de Sobradinho foi então confiado ao urbanista Paulo Hungria Machado, que também já havia feito o plano urbanístico da cidade do Gama. As obras necessárias para implantação da cidade esse desenvolveram entre 1959 e 1960 com recursos do Departamento de Terras e Agricultura da Novacap. Pouco depois, Inácio Lima Ferreira retomou o projeto, executando serviços topográficos, arruamento e locação de terrenos, instalando os serviços subterrâneos de abastecimento d'água e saneamento.

Em 03 de maio de 1960, foram assentadas em Sobradinho as primeiras famílias, transferidas da Vila Amauri, do Bananal e invasões próximas a Vila Planalto. O primeiro núcleo habitacional de Sobradinho formou-se na quadra 04 e adjacências, onde foi construída a Igreja do Nazareno, a primeira da cidade.

Após a inauguração de Brasília, em 1960, e com o final de algumas obras da construção civil, iniciou-se um processo de erradicação dos acampamentos provisórios montados pela Novacap para a construção da cidade e das muitas invasões que já existiam naquela época. A Vila Amauri era uma dessas invasões que deveriam ser erradicadas. Ela estava situada numa área próxima a Vila Planalto e foi inundada pelas águas do Lago Paranoá, em formação na época. Há indícios de que a Novacap autorizou a sua existência nas margens do Lago Paranoá tendo em vista facilitar sua futura erradicação.

O movimento para transferência da população que habitava a Vila Amauri foi iniciado em torno de uma associação liderada por Amauri de Almeida, funcionário da Novacap. O movimento reivindicava que a Novacap autorizasse e patrocinasse a transferência dos moradores da Vila Amauri para uma cidade-satélite de Brasília. Criada em 1958 – já não existiam mais lotes disponíveis depois de seis meses de sua inauguração, os moradores da Vila Amauri foram transferidos para Sobradinho.

No período em que foram criadas as primeiras cidades satélites no DF, foram estabelecidos critérios para distribuição dos terrenos como o objetivo de regularizar a ocupação das terras. No caso dos terrenos para moradia podiam candidatar-se à compra apenas pessoas com algum emprego fixo no DF. Quanto aos terrenos comerciais, poderiam adquiri-los quem garantisse a implantação do comércio. Pessoas que não se adequassem a estas exigências não podiam se candidatar à compra, o que contribuiu para excluir do acesso a morada regularizada, muitos dos migrantes que continuaram a deslocar-se para Brasília.

Em Sobradinho, o governo destinou alguns terrenos residenciais para trabalhadores da Novacap e para a população removida da Vida Amauri, escolhendo a cidade como modelo de implantação de sua política de moradia. A Sociedade de Habitações de Interesse Social SHIS incubiu-se de financiar e supervisionar tecnicamente a moradia para o assalariado ou para o trabalhador autônomo. Em janeiro de 1965, foram iniciadas as construções; em dois anos a SHIS construiu aproximadamente 3500 casas em núcleos habitacionais espalhados pelo Gama, Taguatinga e Sobradinho.

Durante a administração do prefeito Plínio Catanhede (13-05-64 a 15-03-67), Sobradinho beneficiou-se de asfalto, iluminação pública, rede de escolas, serviços de saúde e infra-estrutura para telefone, água e esgoto.

Nesse período o plano original da cidade sofreu algumas modificações no decorrer de sua implantação. Destaca-se o parcelamento de quatro conjuntos da Quadra 18, com pequeno acréscimo de área destinado a fixar os moradores das invasões do Ribeirão Sobradinho e Lixão, dentro do Programa de Assentamento Populacional de Emergência. O fato de várias famílias morarem num mesmo lote deu origem ao Programa de Assentamento de População de Baixa Renda, criando a expansão urbana do Setor Oeste da cidade, compreendendo várias etapas e culminando com a criação do Assentamento Sobradinho II. As primeiras remoções de famílias para o novo setor aconteceram a partir do mês de outubro de 1989. O projeto previa a transferência das famílias em três etapas, compreendendo as ocupações em Sobradinho III e IV.

Devido a falta de política habitacional para a classe média, a partir de 1988-1989 os condomínios horizontais foram sufgindo e Sobradinho se destaca por Ter a maior concentração deles. Essa foia forma alternativa encontrada pela classe média para atender suas demandas de moradia. Os primeiros condomínios, que datam de 1982, tinham um formato de mini-chácaras cujas áreas pertenciam a antigas fazendas que foram desmembradas em terrenos.

Nesses condomínios os empreendedores foram os responsáveis pela implantação de toda infra-estrutura até mesmo do planejamento urbanístico de cada condomínio.

A área rural da RA V é formada pelos seguintes núcleos rurais: Sobradinho e Sobradinho II. Áreas isoladas Sonhém de Cima, Mogi, Buraco, Paranoazinho, Córrego do Melo, Córrego Contagem, Colônia Agrícola São João e a Fercal. A área urbana é composta pelos seguintes setores: Administrativo, Hoteleiro, Comercial, Cultural, Industrial, Esportivo, setor de Grandes Áreas, setor Industrial Boa Vista, Sobradinho II e pelo Grande Colorado que comporta a maioria dos condomínios da RA V. A população dessa região administrativa é de 128.734 habitantes (dados de 2000) e sua principal atividade econômica é a produção de cimento.

Na RA V existem áreas onde estão sendo preservados exemplares da fauna e flora do cerrado, bem como rios e córregos importantes para o abastecimento de água de Sobradinho e demais cidades do DF, como os rios São Bartolomeu e Paranoá, o córrego Corguinho e o ribeirão Sobradinho. Em Sobradinho, encontram-se diferentes áreas de preservação como Áreas de Proteção Ambiental, Áreas de Proteção de Mananciais, Parques Ecológicos e de Uso Múltiplo e, até mesmo, uma Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN.

A Área de Proteção Ambiental (APA) da bacia do rio São Bartolomeu, localizada em Sobradinho, foi criada pelo Decreto Federal número 88.940, de 07/11/83, é a maior do Distrito Federal e desempenha importante papel de corredor ecológico de ligação entre a Estação Ecológica de Águas Emendadas, APA do Cafuringa, APA do Lago Paranoá e APA das bacias do Gama e Cabeça-de-Veado. O Santuário Ecológico Sonhém, área com 126 hectares localizada na Fazenda Recreio Mugy, é uma RPPN, área protegida por iniciativa do proprietário.

Na RA V existem quatro Parques Ecológicos e de Uso Múltiplo. Esses parques têm como objetivo proteger os atributos naturais junto às área urbanas. São eles: Canela de Ema, Parques Vivenciais de Sobradinho e Sobradinho II, Jequetibás.

Na APA do Cfuringa estão localizados monumentos naturais como o Poço Azul, a Cachoeira de Mumunhas, o Morro da Pedreira, as cachoeiras do córrego Monjolo e a ponte de pedra nas nascentes do rio Cafuringa. A existência destes monumentos naturais tem contribuído para que a região seja reconhecida como área de turismo ecológico mais visitada no DF. Na área também existem muitas cavernas e grutas como: do Parto, Lapa da Naja, Abrigo da Pedra Encantada, dos Morcegos e da gruta Boca do Lobo.

Sobradinho vem se consolidando como local para a realização do chamado agroturismo. Nesta Região Administrativa podemos encontrar estabelecimentos que contam com restaurantes rurais, haras, pousados e hotéis, muito utilizados por moradores de todo o Distrito Federal. São eles: Fazenda Velha, Fazenda Rafaela, Chácara KK, Fazenda Indaiá, Fazenda Recreio Mugy, Capril Chalé Serrano, Complexo Careli, Sítio São Pedro e Chácaras Cachoeira.

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